930d037757a786e546a2d8eda43494f7

Yusra Mardini faz parte de uma novidade na história das Olimpíadas. Pela primeira vez há um time composto somente por atletas refugiados de diversos países como Etiópia, Sudão do Sul e Síria. São 10 refugiados com histórias de superação, mas o nosso destaque é para Yusra.

PymrBpgI

Foto: Rio2016

Ela e sua irmã foram responsáveis por salvar 20 pessoas durante uma travessia no mar Egeu para chegar a Grécia fugindo da guerra contra o Estado Islâmico na Síria.

yusra-mardini-03Foto: Independent

Mardini era uma talentosa nadadora em Damasco, capital da Síria, que foi devastada pela guerra. Devido às instabilidades da região, ela e sua irmã Sarah saíram da Síria e viajaram através do Líbano e Turquia tentando alcançar a Grécia, realidade de vários refugiados, porém, ao sair da Turquia elas tiveram que lidar com um problema inesperado, o motor do barco que as carregava parou de funcionar. O barco tinha capacidade para 6 pessoas e no momento levava 20, o que pode ter ocasionado a falha. Mardini e Sarah então tiveram que encarar o mar aberto e nadar por três horas empurrando o barro até atracar em Lesbos, famosa praia na Grécia por ser o ponto de chegada de grande parte dos refugiados.

Refugee Olympic Team's Yusra Mardini, center, smiles during a welcome ceremony held at the Olympic village ahead of the 2016 Summer Olympics in Rio de Janeiro, Brazil, Wednesday, Aug. 3, 2016. (AP Photo/Jae C. Hong)

Foto: Quartz

Depois disso, as duas atravessaram a Macedônia, Sérvia, Hungria e Áustria até chegarem na Alemanha. Vivendo agora em Berlim, capital da Alemanha, Yusra encontrou seu pai e foi acolhida por uma equipe de nado e fez sua estréia nas Olimpíadas junto com o time de refugiados.

Mardini compete dia 10 de agosto  nos 100 metros livres. Vamos torcer por essa heroína!

Confira mais dessa história nesse vídeo: