A Universidade de Georgetown, em Washington nos Estados Unidos, anunciou nesta quinta-feira uma medida para compensar os lucros que teve com a venda de 300 escravos no século XIX, por meio da admissão prioritária de seus descendentes.

Os padres jesuítas que administravam a universidade venderam cerca de 272 escravos em 1838, o que seria equivalente a 3,3 milhões de dólares. Esse dinheiro foi utilizado para manter a universidade, que hoje é uma das mais renomadas do mundo.

Além de oferecer prioridade nos atos de matrícula aos descendentes de escravos, e um pedido formal de desculpas da universidade, a compensação incluirá a construção de um instituto de estudo da escravidão, e a construção de um memorial em homenagem aos escravos cujos trabalhos beneficiaram a academia.

O reitor John J. DeGioia tem se reunido com uma comissão e com alguns descendentes desses escravos desde o ano passado, buscando alternativos para tentar reparar as ações de seus antecessores. Aparentemente eles estão no caminho certo.

via Folha