Derrota amarga na reta final e a esperança europeia do Rayo Vallecano

Derrota amarga na reta final e a esperança europeia do Rayo Vallecano

O Rayo Vallecano sofreu um revés doloroso em seus domínios ao ser derrotado por 1 a 0 para o Sevilla, em um jogo que testou a paciência dos torcedores e exigiu muito da parte física dos atletas. A partida, marcada por paralisações constantes e lesões de peças importantes como Óscar Valentín e José Ángel Carmona, caminhava para um empate tenso. O cenário mudou de forma drástica já nos instantes decisivos do confronto. Aos 42 minutos da segunda etapa, Akor Adams, que havia deixado o banco de reservas para substituir Isaac Romero, encontrou espaço no centro da área e disparou um chute certeiro de pé direito, garantindo os três pontos para os visitantes.

O pesadelo particular de Sergio Camello A tentativa de reação do Rayo foi rapidamente implodida por uma atuação desastrosa de Sergio Camello. O atacante foi a campo aos 33 minutos do tempo complementar com a missão de injetar ânimo no setor ofensivo, mas sua passagem pelo gramado durou muito pouco. Primeiro, desperdiçou uma chance claríssima ao cabecear do meio da área, livre, após um cruzamento milimétrico de Óscar Trejo. A frustração parece ter tomado conta do jogador. Logo na sequência, Camello cometeu uma falta dura, levou o cartão amarelo e, apenas instantes depois, acabou recebendo o vermelho direto aos 53 minutos. Com um homem a menos, o time da casa perdeu qualquer fôlego para buscar o empate nos acréscimos.

Missão na Grécia após triunfo imponente Apesar da frustração no cenário doméstico, o elenco comandado por Iñigo Pérez precisa virar a chave rapidamente, pois as atenções se voltam para o duelo do dia 16 de abril contra o AEK Atenas. O Rayo chega às quartas de final não apenas como favorito neste confronto, mas também como um dos principais candidatos ao título do torneio europeu. A equipe carrega uma vantagem gigantesca construída no jogo de ida na Espanha, onde aplicou um sonoro 3 a 0. Dominando as ações desde o apito inicial, os mandantes balançaram as redes duas vezes antes do intervalo e sacramentaram o resultado na segunda etapa. A meta agora é administrar a gordura na bagagem e evitar qualquer apagão.

O desafio do AEK e a força como mandante Para o AEK, treinado por Marko Nikolić, a situação beira o impossível, exigindo uma vitória por pelo menos três gols de diferença apenas para forçar a prorrogação. O time grego, que chegou de forma surpreendente a esta fase, já demonstrou altos e baixos na competição. Nas oitavas, passou sem sustos pelo esloveno Celje ao aplicar uma goleada de 4 a 0 fora de casa, embora tenha tropeçado por 2 a 0 atuando diante de sua própria torcida no jogo de volta. O otimismo grego se apoia no bom retrospecto recente como mandante no campeonato local. A equipe venceu três de seus últimos quatro jogos em casa e ostenta uma impressionante marca de oito vitórias recentes sem ser vazada. O técnico, porém, terá dores de cabeça para montar a equipe titular. Jovic está fora por excesso de cartões amarelos, Cullens segue no departamento médico e a presença de Mantalos ainda é incerta. Os gregos devem ir a campo com Strakosha; Roca, Mukudi, Relvash e Pilios; Martin, Pineda e Pereira; Coita, Vargas e Zini.

O fantasma dos jogos como visitante Mesmo com a vaga praticamente no bolso, o torcedor do Rayo Vallecano sabe que atuar longe de casa tem sido o grande calcanhar de Aquiles do time. O desempenho do elenco espanhol na estrada levanta preocupações evidentes. A equipe vem de duas derrotas consecutivas fora de casa e, nos três últimos reveses como visitante, os atacantes sequer conseguiram marcar um gol. O histórico recente na La Liga também assusta, dado que em quatro das últimas seis derrotas fora de seus domínios, o placar foi bastante elástico em favor dos adversários. Lidando com a ausência do lesionado Mendes e a dúvida sobre as condições físicas de Pérez, o Rayo provavelmente tentará segurar a classificação na Grécia com Battaglia; Ratiu, Lejeune, Luis Felipe e Chavarría; López, Valentín, De Frutos e Palazón; García e Alemão.